Exercícios afro-euro-norte-americanos para o combate ao terrorismo em África

Nigeria_Flintlock

Soldados da Nigeria participam no exercicio militar Flintlock em 2014, em Diffa, no Niger, foto: Reuters

De 8 a 29 de Fevereiro de 2016, militares de África, da Europa e dos EUA vão participar num exercício militar, denominado “Flintlock”, que envolve unidades anti-terroristas e que é realizado anualmente há dez anos. O exercício visa aprender como proteger melhor a população civil no continente africano.

Entre os países africanos participantes estão a Argélia, Burkina-Faso, Chade, Mali, Mauritânia, Marrocos, Níger, Nigéria, Senegal, África do Sul e Tunísia, com um total de cerca de 1.700 soldados.

Da parte euro-norte-americana além dos EUA (através do Comando dos Estados Unidos para África – AFRICOM), participam o Canadá, o Reino Unido, Alemanha, Espanha, França, Itália, Bélgica, Holanda, Suécia, Noruega, República Checa, Estónia, entre outros.

O exercício “Flintlock”, coordenado e monitorizado pelo AFRICOM, ocorrerá, simultaneamente, no Senegal e na Mauritânia e constará de uma aprendizagem sobre como proteger melhor a população civil.

De acordo com o porta-voz do ministério do Interior do Senegal, Henry deCissé, o exercício militar é considerado positivo, até porque:

Não podemos dizer que não há problemas. Não podemos fechar os olhos. Há uma ameaça que afeta os países da região e o Senegal. O risco de ataques é muito alto e as forças de segurança estão a tentar responder com os poucos recursos de que dispõem”.

Estes exercícios, apesar de serem elaborados e operados anualmente, desde há 10 anos, surgem num momento em que recrudescem os atentados terroristas no continente africano, em particular na região entre o Sahel e o Golfo da Guiné.

Por esse facto, alguns países têm unido esforços conjuntos para o combate ao terrorismo, casos do Mali e Burkina-Faso, ou a cooperação entre a Nigéria, Camarões, Níger e Chade (devido aos ataques dos rebeldes islamitas do Boko-Haram) ou, também, entre o Senegal, Mauritânia e Mali (por causa das movimentações insurretas dos islamitas da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico.

Não esquecer, ainda, que a fragmentação que se desenvolve na Líbia, tem permitido a presença, cada vez mais forte, de elementos do chamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EI, ISIS ou Daesh) e com ela a tentativa de ocupação de campos petrolíferos que vem perdendo na Síria e no Iraque. Acresce que na Líbia operam, também, os extremistas da al-Qaeda.

Sobre Eugenio C Almeida

Investigador Associado do CINAMIL (Academia Militar) e Investigador Integrado do CEI-IUl (ISCTE-IUL) - Mais, ver http://elcalmeida.net
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