URGENTE: Promover a Investigação em Estudos Africanos

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Na próxima quinta-feira dia 11 de fevereiro de 2016 decorrerá na Fundação Calouste Gulbenkian, sala 2 da Zona de Congressos o encontro Estudos Africanos em Portugal – uma agenda impossível?

O registo das participações no encontro é gratuito e deverá ser enviado para o email ceaup@letras.up.pt

Estudos Africanos em Portugal – uma agenda impossível?
Não deixa de ser paradoxal que, na mesma época em que a “geopolítica” foi reabilitada academicamente, os estudos interdisciplinares do tipo “area-study” pareçam passar para segundo plano no quadro das políticas europeias de investigação.
No caso de muitas regiões da África subsaariana vistas a partir da Europa, a evolução parece ainda mais surpreendente. Quer o discurso mais ou menos economicista sobre as “regiões emergentes” (em muitos casos com taxas de crescimento anual iguais ou superiores a 5% ao longo de quase uma década) quer a politicamente mais correta retórica sobre a cooperação foram acompanhados por um progressivo desinvestimento científico sobre África.
No caso de Portugal, cujas política externa e sociedade civil são das que mais procuram participar interessadamente no recente crescimento africano, o desinvestimento foi até acompanhado, no último ano, por um completo desmantelamento do quadro institucional da investigação.
Quarenta anos depois de a descolonização política ter criado as condições para a descolonização dos estudos sobre África em Portugal e vinte anos depois da organização de unidades I&D sobre África, podia tentar-se um balanço daquilo que, no quadro da divisão mundial da investigação, aqui se fez.
Infelizmente, a séria possibilidade de uma nova estagnação da pesquisa obriga a que a reflexão sirva, prioritariamente, para encontrar o que importa fazer. Com centenas de investigadores no terreno, várias publicações periódicas especializadas e mais de meia dezena de pós-graduações, não pode haver dúvidas de que, no quadro de uma relativamente pequena comunidade científica como a portuguesa, se impõe reorganizar a rede da investigação sobre África.
No quadro desta urgência, o encontro para que o CEAUP convida os colegas deste campo interdisciplinar visa unicamente contribuir para a elaboração de uma nova estratégia dos estudos africanos em Portugal. Na medida em que essa nova estratégia assim o implicar, o encontro poderia também constituir um primeiro passo para uma reorganização do seu quadro institucional.
Convidam-se assim os investigadores interessados a participar neste seminário aberto de debate, no qual intervenções com o tempo máximo de 10 minutos serão discutidas em formato de mesa redonda.

Sobre Gustavo Plácido

An independent political and security risk analyst focused on Lusophone Sub-Saharan Africa. He covers Angola and Mozambique for Horizon Client Access.
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