AI alerta MINUSCA para a defesa dos civis da República Centro-africana e possível recrudescer da violência no país.

RCA_MinuscaA uma semana de eleger um Chefe de Estado, na República Centro-africana (RCA), (disputam a segunda volta das presidenciais os ex-primeiros-ministros Anicet Georges Dologuélé e Faustin Archange Touadéra – a primeira volta foi em 30 de Dezembro de 2015 em simultâneo com as legislativas que, entretanto, foram anuladas devido a “numerosas irregularidades”), continuam as denúncias de violações várias sobre civis supostamente perpetrados por militares das Nações Unidas (a ONU já admitiu como válida a acusação deste acto ignóbil) que se encontram sobre a alçada da MINUSCA (missão de paz das Nações Unidas para a RCA), a Amnistia Internacional (AI) mostra-se preocupada com os civis centro-africanos e com a possibilidade da França – alguns dos eventuais violadores estariam entre soldados franceses – retirar a maioria dos seus 900 soldados estacionados na RCA, perante a ameaça de um recrudescimento de violência entre grupos rivais, destes, com particular relevância para a “aliançaSéléka.

Acresce que a este facto se junta a descoordenação que reina entre os peacekeeping da ONU como denuncia a AI:

A uma semana de eleger um Chefe de Estado, na República Centro-africana (RCA), (disputam a segunda volta das presidenciais os ex-primeiros-ministros Anicet Georges Dologuélé e Faustin Archange Touadéra – a primeira volta foi em 30 de Dezembro de 2015 em simultâneo com as legislativas que, entretanto, foram anuladas devido a “numerosas irregularidades”), continuam as denúncias de violações várias sobre civis supostamente perpetrados por militares das Nações Unidas (a ONU já admitiu como válida a acusação deste acto ignóbil) que se encontram sobre a alçada da MINUSCA (missão de paz das Nações Unidas para a RCA), a Amnistia Internacional (AI) mostra-se preocupada com os civis centro-africanos e com a possibilidade da França – alguns dos eventuais violadores estariam entre soldados franceses – retirar a maioria dos seus 900 soldados estacionados na RCA.

Acresce que a este facto se junta a descoordenação que reina entre os peacekeeping da ONU como denuncia a AI:

Experts also cited significant coordination problems between different parts of the peacekeeping force. Such problems led to 450 UN troops in Bangui being left unused during the opening days of violence.

Ainda de acordo com a AI e de acordo com testemunhas locais a MINUSCA só intervém 2 a 3 dias após os inícios dos conflitos o que redunda em inúmeras vítimas civis antes da intervenção dos peacekeeping.

Ora, segundo Steve Cockburn, Diretor Regional-adjunto da Amnistia Internacional para a África Ocidental e Central, o problema da MINUSCA é estar sub-equipada e uma parte dos seus blindados, únicos capazes de intervir nos vários conflitos entre grupos rebeldes, estarem inoperacionais.

O resultado é os civis começarem a deixar de acreditar nos capacetes-azuis da MINUSCA, como alerta a AI:

Interviews with communities highlighted how suspicion and hostility towards MINUSCA has grown. One 45-year old man from Bangui told Amnesty International: “People expected a lot. MINUSCA told us to wait. That soon they’d be 12,000. But today, with 12,000 men, we don’t see them on the ground…When people wait on them to intervene, they never come. And when they do, it is too late.”

ainda que também seja reconhecido que haja alguma pontual reorganização na coordenação da MINUSCA que se refletiu na visita Papal de Francisco e nas eleições gerais de dezembro passado.

Sobre Eugenio C Almeida

Investigador Associado do CINAMIL (Academia Militar) e Investigador Integrado do CEI-IUl (ISCTE-IUL) - Mais, ver http://elcalmeida.net
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