Cooperação franco-moçambicana no domínio naval

LAdroit_grafismo

(grafismo do navio francês L’Adroit)

Está de visita à capital moçambicana para reabastecimento, o navio-patrulha oceânico francês “L’Adroit”, integrado na missão «Atalanta», missão militar naval da União Europeia, reconhecida como «EUNAVFOR Somália», de combate a pirataria no oceano Índico, em particular, na região do Sul do Mar Vermelho, do Golfo de Aden e de uma grande parte do Oceano Índico.

Além disso,  o navio-patrulha realiza “vigilância marítima, luta contra a imigração clandestina, policiamento da pesca, luta contra os tráficos ilícitos e contra a pirataria, emprego de forças especiais (locais específicos disponíveis até 27 passageiros), e remoção de cidadão”, indica um comunicado da embaixada francesa em Moçambique, citado pelo jornal moçambicano A Verdade.

Este vaso de guerra apresenta semelhanças com navio-patrulha HSI 32, que o nosso país adquiriu ao estaleiro francês Construções Mecânicas da Normandia (CMN), mas tem cerca do dobro do tamanho: 87 metros de comprimento, boca com 11,7 metros, pesa 1500 toneladas, tem um calado de 3,2 metros e mede 32 metros de altura.

De notar que a cooperação militar entre a França e Moçambique existe desde 2004 e está centrada “no ensino do francês no seio militar (na Academia Samora Machel de Nampula), no apoio à marinha de guerra moçambicana, na formação compreendendo o domínio das operações conjuntas de manutenção da Paz e na participação nos exercícios dos diversos ramos das Forças Armadas da Zona Sul do Oceano Indico”, como anuncia  a embaixada gaulesa no seu portal da internet e reforçada pelas declarações do embaixador francês, Bruno Clerc:

Os dois países têm a responsabilidade de garantir a segurança no canal de Moçambique e isso poderá ser eficaz com uma estratégia de segurança conjunta“.

Todavia, recentemente, esta cooperação foi alvo de desencontradas notícias sobre um possível favorecimento da marinha francesa no financiamento e compra de seis barcos de guerra que Moçambique adquiriu, através da operação financeira, dita ilegal, da EMATUM, a um estaleiro naval privado daquele país europeu:

Em 2013, Moçambique adquiriu seis embarcações de guerra ao estaleiro privado CMN, na França, num negócio que incluiu 24 embarcações de pesca de Atum, através de uma operação financeira no valor de 850 milhões de dólares norte-americanos ilegalmente avalizada pelo Governo de Armando Guebuza.

Ainda assim, o Adido Militar francês, em Moçambique,  afirmou que, ainda que não haja prevista nenhum exercício militar conjunto,  manifestou vontade na disponibilidade do da França em prestar colaboração, na área de formação de marinheiros moçambicanos.

Sobre Eugenio C Almeida

Investigador Associado do CINAMIL (Academia Militar) e Investigador Integrado do CEI-IUl (ISCTE-IUL) - Mais, ver http://elcalmeida.net
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